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Artigo Especial - Maurício Morgado, Fundação Getúlio Vargas
Inovação: as 13 respostas do varejo

Data de publicação:12/9/2008 17:56:00

Inovação: as 13 respostas do varejo
 
Por Maurício Morgado
 
O que é inovação?
Afinal de contas, o que é inovação? A palavra anda meio desgastada ultimamente. Já vi chamarem de inovação até novos sabores de produtos alimentícios – e olha que eram sabores muito esquisitos. Além do lado da novidade, a inovação tem de ser relevante para o consumidor, tem de resolver ou ajudar sua vida, mudá-la em algum aspecto, de preferência para melhor. Se isso não acontecer, não faz sentido investir em inovação. O retorno não vem.
No varejo, a inovação mais fácil de acontecer é a que vem nos conceitos (ou formatos) de loja, ou seja, o varejista oferece um “pacote” que transmite uma certa mensagem a um certo tipo de cliente, que a decodificada e, de preferência, aprecia. O Starbucks é um exemplo de sucesso desse “empacotamento”.
 

Mas a inovação também pode se dar nos processos, na forma de trabalhar e conduzir os negócios. O fenômeno do fast-fashion, com a Zara como seu ícone máximo, é, sem dúvida, uma inovação em processos muito bem recebida pelo cliente. A futura e esperada implementação do RFID, as etiquetas inteligentes que, por radiofreqüência “falam” onde os produtos estão, também poderá ser um exemplo de inovação em processos que trarão grandes benefícios aos consumidores.
Inovações no varejo
Afinal, quais são as inovações que têm surgido no varejo? Devidamente explicadas por movimentos de mercado, seguem as 13 principais correntes de inovação no varejo.
 
1 - Conveniência, auto-serviço e facilitadores da vida em geral
Hoje a mulher tem papel diferenciado: trabalha fora, cuida da família e chefia 25% dos lares. Além de tudo isso, dedica 25 horas por semana à casa. A palavra-chave para compras no varejo hoje em dia é conveniência. É isso que o Natural da Terra, um estágio bastante avançado do antigo “sacolão” oferece aos clientes A dos bairros nobres de São Paulo ou o que o Dia%, o supermercado “de conveniência de desconto” do Carrefour, faz para os clientes C e D de outras regiões da cidade.
Tratando de conveniência, tudo indica que o auto-serviço vai continuar em alta. Modelos como Etna, PBKids e Decathlon têm tudo para seguir em frente, já que facilitam a vida e agilizam as compras do cliente. Ainda nessa linha, os shopping centers ficaram tão complicados hoje em dia que até apostaria no retorno da loja de departamentos “full-service”, como era a Sears e os saudosos Mappin e Mesbla algum tempo atrás. Nos EUA as lojas de departamento, até há pouco tempo consideradas mamutes à beira da extinção, experimentam um momento de “revival” e têm obtido resultados bem mais animadores.

2 - Preocupação com a saúde
Nos Estados Unidos, em que 66% da população está obesa ou acima do peso, a preocupação com saúde é muito forte. No Brasil, a população com sobrepeso seria cerca de 40% do total de habitantes. Um problema, sem trocadilho, enorme. Uma resposta marcante do varejo norte-americano a essa tendência foi o Whole Foods, uma rede de 270 supermercados que faturou US$ 6,6 bilhões em 2007. O mais marcante sobre eles é o fato de só venderem produtos orgânicos. Você consegue imaginar um supermercado do tamanho de um Pão de Açúcar que não vende Coca-Cola ou Pepsi-Cola? Pois é, isso é Whole Foods. Também se preocupam com a conveniência – há muita (mesmo!) alimentação pronta e, em certas lojas, um bufê por peso, um pizza-bar, um sushi-bar, um bar de sucos, tudo pronto para consumo na hora ou para viagem.
No Brasil já te.

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